Como a Semifinal, Novo Formato de Classificação para os CrossFit Games 2021, se Compara a Temporadas Anteriores

February 15, 2021 by
Photo credit: The CrossFit Games (twitter.com/CrossFitGames)
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Editor’s Note: This story was translated to Portuguese from the original English version, which you can read here.

A nova temporada de 2021 dos CrossFit Games apresenta uma, embora familiar, nova fase, as Semifinais.

Esta é a fase crítica para os atletas da elite do esporte, já que 95% do atletas que participarão dos Games nesta temporada vão se classificar diretamente de uma semifinal; enquanto os 5% restantes, também devem ter um bom desempenho na semifinal apenas para ter uma oportunidade no “Last Chance Qualifier”.

Veja como as 40 vagas individuais dos Games serão concedidas este ano:

  • 20 homens e 20 mulheres da América do Norte (50% do total)
  • 10 homens e 10 mulheres da Europa (25% do total)
  • 2 homens e 2 mulheres da Oceania (7,5% do total)
  • 2 homens e 2 mulheres da Ásia (5% do total)
  • 2 homens e 2 mulheres da América do Sul (5% do total)
  • 1 homem e 1 mulher da África (2,5% do total)
  • 2 homens e 2 mulheres no Last Chance Qualifier (5% do total)

Em um estudo das três temporadas anteriores, tivemos que ser um tanto quanto inteligentes (porque cada uma dessas temporadas é única em sua estrutura) para tentar descobrir se esses números representam com precisão a dispersão de atletas de elite no esporte.

Para a temporada de 2020, o melhor que pudemos fazer foi usar os 30 atletas que se classificaram para a Fase 1 dos Games; aqui está o detalhamento:

  • Para os homens: 77% dos participantes eram da América do Norte, 10%, eram da Europa e Oceania, e 3%, ou 1 homem, da Ásia (este foi Roman Khrennikov que anteriormente teria se classificado na Europa, mas com o novo layout dos continentes vai competir na Ásia).
  • Para as mulheres: 43% eram da América do Norte, 37% eram da Europa, 17% da Oceania e 3% da América do Sul.

Para a temporada de 2019, consideramos os 50 melhores atletas dos Games, aqueles que sobreviveram aos dois primeiros cortes daquele ano:

  • Homens: 50% América do Norte, 32% Europa, 6% Oceania, 6% América do Sul, 4% África, 2% Ásia
  • Mulheres: 42% América do Norte, 44% Europa, 8% Oceania, 4% América do Sul, 2% África, 0% Ásia

E, por último, para a temporada de 2018, analisamos os 40 melhores atletas da tabela de classificação geral das Regionais daquele ano:

  • Homens: 70% América do Norte, 20% Europa, 7,5% Oceania, 2,5% Ásia, 0% América do Sul, 0% África
  • Mulheres: 60% América do Norte, 25% Europa, 15% Oceania, 0% para Ásia, América do Sul e África

O que isso significa? Com base nos dados dos últimos três anos, uma distribuição “ideal”, embora não necessariamente realista, de atletas de elite seria ligeiramente diferente do modelo delineado para o campo masculino e feminino pela CrossFit.

Para os homens (assumindo um mínimo de um atleta por continente): Os dados sugerem que deveria haver 25 vagas da América do Norte, 9 da Europa, 3 da Oceania e 1 dos três continentes restantes (Ásia, América do Sul e África) .

Para as mulheres (assumindo um mínimo de uma atleta por continente): Os números sugerem que deveríamos ter 18 vagas na América do Norte, 14 da Europa, 5 da Oceania e, mais uma vez, 1 da Ásia, América do Sul e África.

Relembrando: Não é incomum na história dos CrossFit Games ter um representante de uma determinada região do mundo. Também não é incomum que um representante tenha um desempenho ruim em relação aos outros competidores nos Games.

Por que isto importa: Há um equilíbrio delicado em jogo aqui. É claramente importante para o crescimento e progresso do esporte ter representantes no mais alto nível de áreas do mundo nas quais o esporte e a metodologia estão crescendo. No entanto, se o número de atletas nos Games vai ser de um grupo seleto de 40 pessoas, e um a seis desses atletas obviamente não estão no mesmo nível que o resto deles, é um visual um pouco estranho para o esporte – especialmente se voltar a uma plataforma de transmissão mais proeminente – aos olhos das pessoas que possivelmente estarão vendo isso pela primeira vez.

Importante ressaltar: Para melhor ou pior, a estrutura da temporada dos Games muda de alguma forma a cada ano. Até vermos como esta temporada vai se desenrolar, não saberemos realmente se esse método de seleção dos atletas para os Games funciona. Neste ponto, parece que há uma possibilidade real de alguns atletas merecedores em regiões densamente competitivas perdendo sua chance à custa de, não necessariamente menos merecedores, mas sim atletas menos qualificados de diferentes partes do mundo.

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