Os “Curingas” Fazem Diferença no Open?

January 19, 2021 by
Courtesy of Kay Wiese
Enjoying Morning Chalk Up? Help to ensure that we can continue to be an independent voice for the community and sport we love by supporting our journalism today.

Editor’s Note: This story was translated to Portuguese by Axel Gouveia from the original English version, which you can read here.

Todos os anos no Open os atletas de elite dominam o topo da tabela de classificação. Mas de vez em quando, há algumas surpresas. O curinga que surge do nada em uma prova de CrossFit menos tradicional. O especialista em força que vence o evento de uma repetição máxima ou o corredor de alto nível que vence a prova de burpee.

Importante ressaltar: com a CrossFit tentando tornar o Open mais acessível a todos e eliminando os movimentos de ginástica mais complexos, como os ring muscle-ups, foi levantada a questão de saber se isso tornaria mais difícil para os atletas elite se separarem da multidão.

Relembrando: Com o passar dos anos, vimos vários atletas curingas ficando na frente em certas provas quando é testada uma especialidade particular.

  • Em 2012, a ginasta aeróbica russa Danila Shokin empatou com o atleta dos Games, Scott Panchik, no 12.1 ao completar 161 burpees em 7 minutos. Shokin ficaria em 1.189º lugar mundialmente no Open de 2012.
  • Em 2017, o azarão Scott Cotril dominou a combinação de salto de caixa com burpee do 17.1, antes de terminar em 698º lugar no mundo.
  • Em 2018, Hinrik Ingri Oskarsson terminou em segundo lugar no 18.1 antes de terminar no 21.496° lugar no mundo.
  • Em 2018, o Chelsea Sellers levantou 276 lbs (125.5 kg) para ganhar o18.2a antes de terminar em 1.440º lugar no mundo.
  • Em 2019, Snorre Fjaagesund dominou o ground-to-overhead e burpees sobre a barra do 19.1 antes de terminar em 88.126º no mundo.

Bagunçando o leaderboard: Embora normalmente o topo da tabela de classificação do Open seja decorado com rostos familiares, ocasionalmente, uma prova de especialidade, como uma repetição máxima, ou um treino de condicionamento de baixa complexidade pode dar uma bagunçada na tabela de classificação.

  • Em 2018, 13 atletas fora dos 200 primeiros dominaram o topo da tabela de classificação no 1 rep max clean do 18.2a. O melhor atleta com uma classificação geral entre os 200 primeiros foi Ben Smith, que chegou ficou em 14º na prova com 385 lbs (175 kg) no clean.
  • No lado feminino no 18.2a, a média da colocação das 15 primeiras mulheres naquele evento foi 5.080. Comparado a uma prova de CrossFit mais clássica, como o 18.3, que apresentava mais movimentos de maior complexidade, como aumento de muscle-ups e overhead squats, onde a média geral de finalização das 15 primeiras mulheres era de 50.
  • Em 2015, no evento de uma repetição máxima de clean and jerk, o resultado geral médio para os 15 melhores atletas naquela prova foi de 7.379 para os homens e 1.902 para as mulheres. Comparativamente, o 15.1, que apresentou mais movimentos de alta complexidade, como toes-to-bar e snatches, o resultado geral médio para os 15 primeiros colocados foi de 63 para as mulheres e 1.219 para os homens.

Isso importa? Ao eliminar movimentos de maior complexidade, como ring muscle-ups e bar muscle-ups, significa que exercícios de menor complexidade ou especialidades como levantamento máximo de 1 repetição jogarão potenciais atletas dos Games para baixo na tabela de classificação? A resposta é, provavelmente não.

  • Embora a média do resultado dos 15 melhores atletas em provas de especialidade e menor complexidade seja significativamente maior do que no CrossFit clássico e provas de maior complexidade, o impacto não é tão grande quanto parece.
  • Em 2020, o pior resultado dos homens entre os dez primeiros em todas as cinco provas foi 73º lugar, e o pior resultado das mulheres entre as dez primeiras em todas as cinco provas foi 70º lugar.
  • A partir desses números, podemos ver que, apesar dos curingas em provas de especialidades, os dez primeiros ainda permanecem no topo geral, mesmo que recebam uma pequena queda causada por esses atletas. 

Os mais condicionados, ficam mais condicionados ainda: não só os curingas não causam um impacto significativo o suficiente para atrapalhar os dez melhores atletas ao longo dos anos, mas também têm feito cada vez menos diferença, pois os mais condicionados do mundo só melhoram e têm menos pontos fracos.

  • Em 2015, o pior resultado em qualquer prova para os dez primeiros homens e mulheres foi 264º lugar e 101º lugar, respectivamente.
  • Esse número caiu para 73º lugar e 70º lugar para homens e mulheres, respectivamente, em 2020.
  • A média da colocação final em cada prova caiu quase 50 pontos para homens e 23 pontos para mulheres de 2015 a 2020.

A rede fica cada vez maior: não apenas os mais condicionados do mundo estabeleceram seu domínio na tabela de classificação ao longo dos anos apesar dos curingas, mas o novo sistema de classificação no Open deste ano também amplia o número de atletas que passam para a segunda fase.

  • Antes da mudança em 2018 para o sistema de Sancionados, menos de 1% dos atletas se classificavam para as regionais pelo Open.
  • Agora, no novo sistema de 2021, 10% dos atletas individuais se classificarão para as quartas de final, e das equipes, 25%.
  • Essa nova expansão significa que até mesmo os atletas impactados pelos curingas, e talvez até eles mesmos, podem avançar para o próximo estágio.

Panorama geral: conforme a CrossFit continua a criar um Open que é mais acessível a todos, parece que as provas “menos desafiadoras” não causarão tanto impacto nos condicionados do mundo, pois eles continuam a melhorar e diminuir suas fraquezas. Não só isso, mas o novo sistema de classificação permite que mais atletas sigam em frente e sejam menos afetados por provas de especialidades e menor complexidade.

Get the Newsletter

For a daily digest of all things CrossFit. Community, Competitions, Athletes, Tips, Recipes, Deals and more.

  • This field is for validation purposes and should be left unchanged.