CrossFit Games

21.3 e 21.4 Salvam o Open Sob a Perspectiva da Programação

March 28, 2021 by
Photo: BOXROX / Source: WODSHOTS
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Editor’s Note: This story was translated to Portuguese by Axel Gouveia from the original English version, which you can read here.

Houve muita especulação sobre como seria um Open de três semanas nos dois meses e meio após o lançamento do Livro de Regras de 2021. Muitos se perguntaram se haveria vários workouts por semana, ou se Dave Castro iria programar um evento de uma repetição máxima pela terceira vez na história do Open.

Alguns questionaram se a lista de equipamentos fornecida permitiria diversidade suficiente na programação do Open para se qualificar como um teste adequado e equilibrado. E, durante as primeiras duas semanas, os programadores ao redor do mundo provavelmente ficaram desapontados. Mas, como sempre, é a totalidade do teste que precisa ser considerada. E agora que temos o teste completo, podemos avaliar apropriadamente se ele é bom ou não.

O 21.1 e o 21.2 deixaram muito a desejar do lado da programação. Essas duas semanas consistiram em dois couplets que, para os atletas de elite, eram bastante semelhantes em termos de domínios de tempo. O 21.1 foi principalmente um teste de resistência de ombro, enquanto 21.2 foi uma exibição clara de capacidade de trabalho.

Ambos os testes serviram a um propósito, mas tendo visto apenas esses dois workouts, haviam ainda mais perguntas do que respostas; e talvez fosse exatamente isso que o Dave Castro queria.

Com a introdução das Quartas de final nesta temporada, e a expansão de atletas classificados pela regra dos 10%, o Open não tem a mesma importância em termos de temporada competitiva do que no passado.

  • Não há classificação direta para os Games.
  • Há muito mais pessoas avançando para a próxima fase da competição do que nunca.
  • A lista de equipamentos foi diminuída.
  • E os dois primeiros testes proclamaram claramente que a acessibilidade e a inclusão eram os principais objetivos para o Open deste ano.

Claro, não há nada de errado nisso. Na verdade, por causa das quartas de final e da forma como estão configuradas, esse poderia muito bem ser o novo foco e ênfase para o Open. Todo atleta que deseja chegar às semifinais pode fazer esses workouts do Open uma vez, como parte de seu dia de treinamento, sem ter que pensar duas vezes antes de refazer (mesmo que tenha tido alguns no reps), e avançar facilmente para as quartas.

Então, indo para a semana final, era bem possível que pudéssemos obter uma combinação de thruster e chest to bar; um workout bem acessível, para finalizar alguns pontos e seguir em frente com a temporada. No entanto, não foi isso que tivemos …

O 21.3 e o 21.4 como uma combinação, abordam todas as lacunas na programação que o 21.1 e o 21.2 criaram. Era quase garantido que alguma combinação da barra pull-up e da barra de lpo aconteceria na última semana do Open de 2021. Mas as combinações em que isso poderia acontecer eram vastas: barbell cycling leve ou uma escada de peso crescente? Vários movimentos com barra? Vários movimentos de ginástica? Ou múltiplos para cada um? Uma repetição máxima? Seria um levantamento já programado ou um novo? Em vez disso, seria um complex com a barra? Com tantas possibilidades se aproximando, e as dicas que Dave havia dado nos meses anteriores sobre uma “reviravolta”, parecia óbvio que esta era a semana do Open que ele tanto esperava. E agora que os workouts foram lançados, tudo faz sentido.

O 21.3 incorpora o barbell cycling leve, com a introdução de mais um novo movimento para seu repertório do Open, o front squat, e é claro, o thruster – que agora foi apresentado na semana final do Open pela décima vez. Ele também traz todos os três movimentos de ginástica mais prováveis ​​de acordo com a lista de equipamentos: toes to bar, progredindo para chest to bar e concluindo com bar muscle ups.

  • Com o anúncio do  21.3, Dave incluiu quase tudo que os programadores poderiam desejar … exceto a barra pesada. “Se ao menos a barra ficasse mais pesada a cada rodada conforme os movimentos de ginástica se tornavam mais difíceis”, muitos provavelmente estavam pensando nisso. Mas então ele interrompeu Rory Mckernan para introduzir um quarto treino.

O 21.4 trouxe foco para a programação como um todo. O fato de que o 21.1 era favorável para atletas mais leves, e o fato de que a coisa mais pesada programada até agora era um dumbbell de peso moderado, ambos se tornaram irrelevantes. No mundo do levantamento de peso, a técnica reina, mas também é verdade que, massa move a massa. Sem o remo, ou o wall ball, disponíveis para programação este ano, estava começando a surgir um cenário triste para os atletas maiores. No entanto, uma repetição máxima é a maneira perfeita de compensar todo o resto (incluindo o 21.3) que se ajuda atletas com menores amplitudes de movimento.

Conclusão: apesar do fato de que o Open não precisa necessariamente ser um teste tão robusto como era quando os convites para os Games estavam em jogo, a programação de 2021 mostra que ainda é considerado um teste significativo e importante como parte da temporada. Isto é um alívio por vários motivos, mas o mais importante, mostra à comunidade que a CrossFit ainda valoriza dar a todos um teste completo a cada ano.

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